Espanha x Argentina: o confronto da melhor defesa contra o melhor ataque

Foto : Patricia de Melo Moreira / AFP

A final da Copa do Mundo de 2026, que acontece neste domingo, às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA), colocará frente a frente duas seleções que lideram estatísticas opostas. Enquanto a Espanha é a melhor defesa, a Argentina é o melhor ataque do torneio.

Força defensiva

Liderados por um seguro Unai Simón, do Athletic Club (ESP), os espanhóis foram vazados em apenas um duelo: na vitória sobre a Bélgica por 2 a 1, pelas quartas de final. O único gol sofrido em sete partidas foi marcado por Charles De Ketelaere, de cabeça.

Embora não seja o melhor ataque, a Espanha apresenta números interessantes: são 13 gols marcados. A média é de 1,85 bolas na rede por jogo. O artilheiro é Mikel Oyarzabal, do Athletic Club (ESP), com cinco gols. Ao todo, a equipe soma 120 finalizações, sendo 71 de dentro da área e 49 de fora da área, com 42 na meta.

Conhecida por gostar da posse de bola, a Fúria trocou 4592 passes, sendo 4156 concluídos. Foram 154 cruzamentos, com 32 concluídos. Outro dado que chama atenção é o número de cartões amarelos: seis em sete jogos. Menos de um por partida. E nenhuma expulsão. Ao todo, a equipe sofreu 80 faltas.

Para chegar à decisão, a Espanha conquistou seis vitórias: 4 a 0 sobre a Arábia Saudita e 1 a 0 sobre o Uruguai, na primeira fase, 3 a 0 sobre a Áustria nas 16 avos, 1 a 0 sobre Portugal nas oitavas, 2 a 1 sobre a Bélgica nas quartas e 2 a 0 sobre a França nas semis. E teve apenas um empate: na estreia contra Cabo Verde por 0 a 0.

Força ofensiva

Liderados pelo gênio Lionel Messi, do Inter Miami (EUA), os argentinos marcaram 19 gols. A média é de 2,7 bolas na rede por jogo. O artilheiro é o craque e camisa 10, com oito gols. Ao todo, a equipe soma 113 finalizações, sendo 65 de dentro da área e 48 de fora da área, com 46 na meta.

Defensivamente, a Albiceleste sofreu sete gols, não sendo vazada em apenas dois jogos: Argélia e Áustria, ambos os duelos na fase de grupos. Em sete jogos, foram 9 cartões amarelos e nenhuma expulsão.

Tendo um meio-campo de qualidade, os argentinos trocaram 4772 passes, sendo 4324 concluídos. Foram 102 cruzamentos, com 34 concluídos. Ao todo, a equipe sofreu 88 faltas.

Para chegar à decisão, a Argentina venceu todos os jogos: 3 a 0 sobre a Argélia, 2 a 0 sobre a Áustria e 3 a 1 sobre a Jordânia, na primeira fase, 3 a 2 sobre Cabo Verde nas 16 avos (prorrogação), 3 a 2 sobre o Egito nas oitavas, 3 a 1 sobre a Suíça nas quartas (prorrogação) e 2 a 1 sobre a Inglaterra nas semis.

 

 

 

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