Nesses primeiros meses de 2026, Cunha Porã já ultrapassa os 500 casos de gripe, tanto do vírus influenza comum dos tipos A, B, C e D, quanto dos vírus H1N1 e H2N3, que são conhecidos por causar quadros respiratórios mais graves, com internação hospitalar e podendo também se agravar para óbitos. O que mais preocupa os profissionais de saúde no município é a baixa procura pela vacina pelos grupos prioritários que estão sendo vacinados até o fim do mês de maio.
Os grupos prioritários compreendem:
- Crianças com idade entre 6 meses e 6 anos;
- Idosos (+60);
- Gestantes;
- Puérperas até 45 dias após o parto;
- Indígenas;
- Quilombolas:
- Pessoas em situação de rua;
- Trabalhadores da área da saúde;
- Professores;
- Profissionais das forças de segurança e salvamento;
- Profissionais das forças armadas;
- Pessoas com deficiência permanente;
- Caminhoneiros;
- Trabalhadores do transporte coletivo rodoviário;
- Profissionais dos correios;
- Funcionários do sistema prisional;
- Pessoas com comorbidades.
Os números são preocupantes. Conforme explica a Enfermeira Michele Lüdke, a meta de vacinação do grupo prioritário é de cerca de 4 mil pessoas até o final do mês, e atualmente o número atingido foi de apenas 1.800 pessoas.
Outra questão que pode estar levando a esta baixa procura pela vacina e que preocupa as profissionais da Sala de Vacinas de Cunha Porã, de acordo com a técnica em enfermagem Marta Lamb, é a confusão entre os tipos de vacinas disponíveis atualmente.“A população pode estar confundindo vacina da gripe com a de Covid-19, ou até mesmo pensando que a vacina contra gripe esteja causando a doença, mas não! A vacina não tem o poder de causar gripe, ela é feita do vírus inativo, ou seja, não tem o poder de causar gripe, e leva cerva de 15 dias para gerar efeito no organismo, explica Marta.
Ainda, de acordo com a Técnica, esses fatos confundem, mas é importante ficar atento, pois nem tudo pode ser verdade. Ela salienta que a vacina que está sendo aplicada no Sistema de Saúde é a Vacina Trivalente contra o vírus influenza dos tipos A e também H1N1 e H2N3 e previne contra complicações graves que estes tipos de vírus podem causar, como infecções pulmonares e bronquites, levando as pessoas à internação hospitalar e até mesmo à óbitos, em casos de comorbidades, finaliza Marta Lamb.
Segundo o Pediatra do Sistema de Saúde, Dr. Gustavo Longhini, “Os casos de gripe também têm se intensificado nos últimos dias nos pequenos, levando até à bronquites e pneumonias e gerando, em alguns casos, até a necessidade de internação em UTI”.
O especialista explica também, que é importante levar os filhos para a vacinação contra gripe, e manter os cuidados para evitar a proliferação da gripe, mantendo os pequenos sempre em casa quando estiverem com gripe, mantendo sempre as mãos deles higienizadas após frequentar espaços com circulação de maior número de pessoas.
Fonte/Foto: Rede Vale de Comunicação.
