A 2ª Volta de Jiricos movimentou Cunha Porã e região neste último sábado (06), reunindo músicos, famílias e admiradores da cultura tradicional para celebrar amizade, música e memória. Nigo Renner, um dos idealizadores citou que o encontro tem como marca a simplicidade e a alegria das “músicas à moda antiga”, tocadas nos tradicionais jiricos e fubicas que percorreram comunidades do interior.
Segundo Nigo, a proposta nasceu do desejo de criar algo diferente na região, valorizando as raízes musicais e proporcionando momentos de união. “A gente mora numa cidade pequena e às vezes parece que não tem mais o que inventar. Então começamos a fazer essa volta do jirico e encontro de músicos à moda antiga, porque música alegra e deixa o povo feliz”, contou.
A saída aconteceu no Titus Restaurante, em Cunha Porã, e a comitiva seguiu pelo interior de Cunhataí, Saudades e Palmitos. Em cada local, novos músicos e comunidades se juntaram ao grupo, fortalecendo o clima de encontro e confraternização.
Nesta segunda edição, o evento ganhou um significado ainda mais especial: a homenagem ao saudoso Valdemar Lunkes, grande incentivador da música e figura querida na comunidade. Valdemar era presença constante nos encontros, conhecido por seu entusiasmo, pela companhia fiel do bumbo e até pela “conserva” que sempre carregava para compartilhar.
“Ele era uma pessoa especial, incentivador de muita gente que está aí. Acho que o bom da vida é isso: poder se reunir, confraternizar, porque amanhã ninguém sabe. O seu Valdemar, em memória, com certeza ia gostar muito de ver isso aqui”, destacou Nigo.
A homenagem emocionou familiares e amigos. Cristiano Lunkes, filho de Valdemar, participou do encontro e agradeceu o gesto. “Eu só tenho a agradecer. Estou meio emocionado, é difícil falar. Espero que o pai lá em cima esteja olhando por todos e que o dia seja maravilhoso. Ele com certeza gostaria de estar aqui”, disse.
Mais do que um passeio musical, a Volta de Jiricos se consolida como um momento de confraternização e resgate cultural, reunindo pessoas de diversas localidades e fortalecendo tradições que passam de geração em geração. Para os organizadores, a tendência é que o evento se torne cada vez mais forte e tradicional.
“Quando você vai fazendo cada vez mais encontros, começa a criar corpo. Daqui a pouco o pessoal já sabe que no primeiro sábado de dezembro tem o evento. Se a turma abraçar a causa, vamos levando adiante todo ano”, completou Nigo.
A 2ª Volta de Jiricos mostrou que música, amizade e memória continuam sendo combustíveis poderosos para unir comunidades — exatamente como gostaria o homenageado Valdemar Lunkes.
Fotos: Rede Vale de Comunicação









